sábado, 8 de março de 2008

Ex-difíxcil...
Ex-difícil!

Mas pra você eu sou "facinha", "facinha"
Até invento palavras...
Erro, corrijo, acerto, erro mais ainda.
E continuo errada...

E você, cá pra nós,
Me desce como água;
Me preenche como a água.
Preciso de você em cada parte de meu corpo
Cada pedacinho pede um pouco - ou um muito
De você

Água...
Água que eu bebo, que mata minha sede...
Que sede! Secura!! Sem você é assim...
Água que me dá vida, que preenche meu sangue;
Minhas células
A água do mar que me acalma,
Que me acalenta,
Que me inspira e que me instiga
E que não me dá medo!

Afinal, é água.


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"Não, tu não és um sonho, és a existência
Tens carne, tens fadiga e tens pudor
No calmo peito teu. Tu és a estrela (...)
Tu és todo o esplendor, o último claustro (...)
Em mim, fosses a aurora, o céu da aurora
Ausente, amigo, eu não te perderia!
Amado! onde te deixas, onde vagas
Entre as vagas flores? e por que dormes
Entre os vagos rumores do mar?
(...)
Doçura! liso e murmurante... a água
Que corre no chão morno da montanha
És tu (...)
Dono do meu amor, sede constante
Do meu corpo de mulher! melodia
Da minha poesia extraordinária!
Por que me arrastas? por que me fascinas?
Por que me ensinas a morrer? teu sonho
Me leva o verso à sombra e à claridade.
(...)
É o último suspiro da poesia
O mar é nosso (...)
Oh, deixa-me brincar, que te amo tanto
Que se não brinco, choro, e desse pranto
Desse pranto sem dor que é o único amigo
Das horas más em que não estás comigo."


(Cântico - Vinicius de Morais)


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E dessas "horas más em que não estás comigo", espero não me lamentar mais por isso. Não quero mais escrever assim, pra você. Porque é a afirmação de que eu vivo essas horas.
Que segundo de esperança você me dá...
Que saudade você me dá.




 
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