Jovens tardes de domingo, tantas alegrias
Velhos tempos, belos dias
(...)
Hoje os meus domingos são doces recordações
Daquelas tardes de guitarras, sonhos e emoções
O que foi felicidade, me mata agora de saudade
Velhos tempos, belos dias
Hoje os meus domingos são doces recordações
Daquelas tardes de guitarras, flores e emoções
O que foi felicidade, me mata agora de saudade
Velhos tempos..."
terça-feira, 11 de março de 2008
Domingo eu vi: foi derrubada.
Onde eu brincava;
Onde eu passava domingos, segundas, terças;
Quartas, quintas, sextas e sábados.
Onde eu subia no pé de siriguela; no pé de Cajá.
Olhava os saguis no pé de sapoti e
subia no muro pra alcançar o pé de pitomba.
Onde, apesar de adorar a sombra e o vento da árvore,
eu corria
antes que uma manga-rosa, manga-espada, ou mesmo manga-família
caísse na minha cabeça.
Onde eu chupei um limão amarelo e grande
achando que era uma laranja.
Onde eu brincava com os cachorros,
corria no quintal e de lá via meu colégio Marista
e meus amigos também querendo alcançar as pitombas.
Onde eu brincava de doninho-da-calçada ("me dá um copo d'água)
e onde aprendi a andar de bicicleta.
Onde eu me perdia nas flores e no cheiro
da cidreira.
Onde eu achava as moedas com furos e cara de D. Pedro.
Onde tinha uma "vidraçaria".
Na garagem onde me escondia...
Na cadeira de balanço do terraço, onde eles ficavam,
vendo o movimento da rua... Palmyra e Carlos.
Onde Tia Mira ouvia o jogo do América e
Tutuá pintava os santos.
É certo que quem realmente interessava de lá,
lá não mais se encontra, mas na
Apodi, 404 eu tive uma infância feliz.
E nunca imaginei ver a casa derrubada.
Domingo. Eu vi.
******
"Eu me lembro com saudade o tempo que passou
O tempo passa tão depressa, mas em mim deixou
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