Boto cinza...
Cor: cinza!
Engraçada é a sensação provocada por um entalhe.
Ontem mesmo (13/11) me deparei pensando sobre as sensações que eles causaram e ainda causam em mim. Rever esse entalhe me fez voltar, por segundos, a bons tempos que passei. A toda magia deles e a toda mágica que eles me proporcionaram.
Ela é minha velha conhecida.
Minha! Assim a considerava, sem nunca ao menos pedir permissão. Sempre tive a certeza de minha possessão por ela. E no fundo, sempre acreditei que ela pudesse dizer o mesmo de mim.
Velha... Porque ela já era grande. Ou melhor, bem maior do que a maioria.
E como eu a conhecia! Bastava ela chegar... O entalhe era só pra confirmar: "eu sabia que era você!". Ficava feliz sempre que a via. Sempre que nos encontrávamos. Eu lá de cima e ela naquele imenso azul, por horas com tom esverdeado.
Ela... Quanta pretensão! Isso eu nunca soube: se era ele ou se era ela. Mas todo cuidado e ensinamento que eu via dela, não restavam dúvidas quanto à minha companheira fiel.
Talhada. Seu entalhe por tantas viagens "surtuosas" eu tentei explicar, mas até hoje ninguém sabe dizer...
Reza a lenda que golfinhos são místicos e eu insisto, companheira, que mesmo você não sabendo de minha existência, esta (existência) tem um sentido que é cuidar de você. Valeu a feliz visita e obrigada por não me deixar esquecer do que me faz feliz de verdade.

Foto: Alexandre Paro. Foto: Priscila Medeiros.
Cor: cinza!
Engraçada é a sensação provocada por um entalhe.
Ontem mesmo (13/11) me deparei pensando sobre as sensações que eles causaram e ainda causam em mim. Rever esse entalhe me fez voltar, por segundos, a bons tempos que passei. A toda magia deles e a toda mágica que eles me proporcionaram.
Ela é minha velha conhecida.
Minha! Assim a considerava, sem nunca ao menos pedir permissão. Sempre tive a certeza de minha possessão por ela. E no fundo, sempre acreditei que ela pudesse dizer o mesmo de mim.
Velha... Porque ela já era grande. Ou melhor, bem maior do que a maioria.
E como eu a conhecia! Bastava ela chegar... O entalhe era só pra confirmar: "eu sabia que era você!". Ficava feliz sempre que a via. Sempre que nos encontrávamos. Eu lá de cima e ela naquele imenso azul, por horas com tom esverdeado.
Ela... Quanta pretensão! Isso eu nunca soube: se era ele ou se era ela. Mas todo cuidado e ensinamento que eu via dela, não restavam dúvidas quanto à minha companheira fiel.
Talhada. Seu entalhe por tantas viagens "surtuosas" eu tentei explicar, mas até hoje ninguém sabe dizer...
Reza a lenda que golfinhos são místicos e eu insisto, companheira, que mesmo você não sabendo de minha existência, esta (existência) tem um sentido que é cuidar de você. Valeu a feliz visita e obrigada por não me deixar esquecer do que me faz feliz de verdade.

Foto: Alexandre Paro. Foto: Priscila Medeiros.


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